segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Presidente da Abed desconstrói mitos sobre EaD


Em 2000, o número de alunos registrados na Educação a Distância era de cinco mil. Menos de uma década depois, em 2009, o Ministério da Educação contabilizou o surpreendente número de três milhões de estudantes matriculados em cursos de EaD. Hoje, estima-se que esse contingente seja ainda maior e com um mercado em ascensão.  
A edição de dezembro da revista Gestão Educacional traz uma entrevista com o presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), Fredric Michael Litto, que comenta diversos aspectos da EaD e desconstrói o mito de que aulas virtuais não pos­sibilitam a interação e a cooperação entre os alunos.
Litto é nova-iorquino naturalizado brasileiro, nascido em 1939 e docente durante 36 anos do curso de Rádio e TV da USP. Em sua opinião, até mesmo os cursos presenciais deveriam incluir pequenas atividades a distância. “Todas as pesquisas mostram que, em cursos de e-Learning ou via internet, a aprendizagem é mais consistente e permanente do que no sistema tradicional. Porque, no presencial, quem é dono do show? O professor! É uma comunicação unilateral – o docente fica à frente escrevendo na lousa, domina a conversação, mostra sua inteligência, sua experiência. O pior ambiente para aprendizagem é quando se tem um papel passivo”, afirma ele.
Ele justifica dizendo que a geração que está hoje nas universidades cresceu com o controle remoto e com o computador. “Não gostou do programa da TV? Click! Não gostou do professor, da matéria? Não pode fazer click! Se os professores não se adaptarem a esse momento, os alunos não vão querer mais ir à escola. É um novo mundo!”, argumenta.
Para ele, ainda existe preconceito em relação a EaD, mas cada vez menos. “O maior preconceito vem de quem nunca viu, nunca experimentou, de quem desconhece que há mais de 15 revistas científicas sobre esse tema que realizam pesquisas sérias”.
Além disso, menciona que o perfil do aluno de EaD é diferenciado, sendo iniciativa e autonomia premissas para quem quer fazer um curso a distância: “É importante reconhecer que EAD não é para todo mundo. Há, por exemplo, alunos que são tão inseguros e tão fracos que dependem de um professor, seja para elogios ou cobranças. Quanto mais avançado academicamente for o educando, mais apropriada é a EaD”.
Para finalizar, ele comenta alguns estudos que apontam que na sala virtual há mais discussão e até mesmo coleguismo. “As leituras são um trampolim para a discussão dos alunos. A grande aprendizagem ocorre entre eles. Tudo virtual e todo mundo da turma acompanha; é muito rico”.  
Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

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